Proteger a vida é mais importante do que os bens

Diz o velho ditado que “em casa roubada trancas à porta”, numa clara alusão popular ao facto de os portugueses, por norma, reagirem depois de o mal acontecer. Ricardo Glória, gerente da empresa Segurativa – Soluções de Segurança, vai mais longe e garante que, embora a proteção contra o apetite dos amigos do alheio nunca deva ser desprezada, mais importante do que isso é dotar todas as instalações de sistemas de alarme que permitam evitar acidentes suscetíveis de colocar em risco a vida das pessoas.

“Os bens furtados, na maior parte das vezes podem sempre ser repostos, mas a vida não. Quando se fala em sistemas de segurança e alarmes as pessoas têm tendência a pensar sempre em assaltos às suas casas ou a outras instalações. Porém, uma habitação protegida com alarmes de deteção de incêndios e/ou de fugas de gás é muito mais segura do que aquela que só avisa em caso de roubo”, afirma Ricardo Glória, de 38 anos, a maior parte deles a trabalhar na área da segurança.

E este empresário fala por experiência própria. “Um dia o alarme em minha casa foi acionado e recebi o alerta de que se tratava de uma fuga de gás. Alertei de imediato as entidades competentes e fui para casa. Subi pelas escadas, não toquei em nada elétrico, abri a porta de casa e todas as janelas. Quando constatámos o que se tinha passado nem queriamos acreditar. Tinha sido o meu cão que entrou na cozinha, saltou para cima do fogão e, não me perguntem como, abriu um dos bicos. A verdade é que se não tivesse o alarme de deteção de fuga de gás, tinha ocorrido uma tragédia com a acumulação de gases e provavelmente provocado uma explosão.”

Ricardo Glória assegura que há equipamentos mais úteis do que alarmes contra intrusão: “As pessoas nem imaginam as inúmeras probabilidades de ocorrer um acidente. Um simples descuido pode originar um incêndio, uma inundação ou explosão. A maior parte das pessoas tem esquentadores, lareiras, aquecedores e outras coisas que produzem monóxido de carbono instalados sem as devidas condições de ventilação e extração de fumos. São os perigos silenciosos e aqueles que mais deveriam preocupar quem quer manter-se em segurança.”   

Falta fiscalização

“Sempre trabalhei na área da proteção e a criação da ‘Segurativa’ era uma ideia que tinha em mente. Quando surgiu a oportunidade comecei a trabalhar no projeto e tentei fazer uma coisa diferente, apostando em fazer diferente e apostar no contacto de proximidade. Um projecto que nasceu através dos apoios do I.E.F.P, em 2014, onde Inicialmente comecei a trabalhar em casa. À medida que fui fazendo clientes e o volume de negócio foi aumentando, optei por mudar para as atuais instalações em Monte Abraão. As coisas estão a correr bem, mas aquilo que sinto é que existe uma enorme falta de fiscalização que obrigue todos a cumprirem o que está na lei. Somos um povo com pouca cultura de segurança”, denuncia Ricardo Glória.

E o empresário concretiza: “Há muitas empresas do sector que vendem material olhando apenas ao preço e não se preocupam com aquilo que a lei impõe. O que acontece é que muitas pessoas e até empresas acabam por comprar ‘gato por lebre’. Posso garantir que existem no país armeiros, postos de abastecimento de combustíveis, farmácias, fábricas, prédios de escritórios e condomínios que não cumprem a legislação. A culpa é deles? Em parte sim, mas a maior fatia da responsabilidade é do Estado que cria leis avulso e depois não garante meios de fiscalização para garantir o seu efetivo cumprimento.”

Apesar de muitas pessoas ignorarem os riscos, Ricardo Glória admite que nem tudo é mau: “Começam a aumentar os pedidos para instalar equipamentos de segurança que vão além dos alarmes contra roubos. E a Segurativa existe para dar resposta a esses pedidos. Além dos normais sistemas de alarme, comercializamos e mantemos sistemas de deteção de incêndio, videovigilância e controlo de acessos. Temos a representação para Portugal de alguns fabricantes europeus, que nos fornecem equipamentos de controlo de acessos de gama alta equipados com deteção de armas, limitadores urbanos e equipamentos de contenção de explosões, que não são usuais no mercado nacional.”

Ricardo Glória, gerente da Seguractiva

Disponível para ajudar

A Segurativa, de acordo com o seu gerente, está ainda disponível para ajudar as IPSS´S. Têm a decorrer a oferta da manutenção aos sistemas de deteção de incêndio, que é obrigatória. Desta forma, as IPSS´S podem canalizar eventuais verbas que tenham com estes contratos, para outras áreas de maior carência.
Quanto a projetos futuros, Ricardo Glória não coloca alta a fasquia: “Queremos continuar a crescer de forma sustentável. Não ambicionamos ser líderes de mercado. Queremos sim apostar num serviço de qualidade e que mantenha os clientes satisfeitos.”

Saliente-se que a Segurativa é uma empresa registada na Autoridade Nacional de Proteção Civil, com o nº1554, e na PSP, com o nº2147. Está sediada na Avenida Afonso Costa, 50, Loja A, em Monte Abraão, e o seu gerente pode ser contatado pelos números telefónicos 214351756.

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