Nem tudo vai de patins

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Há já algum tempo que os alunos da Stuart têm denunciado a quem de direito o mau estado dos patins usados nas aulas de Educação Física. Garantem que estes equipamentos se encontram bastante rasgados por dentro e que exalam um enorme mau cheiro. Temem, inclusivamente, pela sua saúde devido à possibilidade de passagem de bactérias provocando assim doenças como, por exemplo, o “pé de atleta”. Os alunos exigem que os patins sejam limpos e lavados mais frequentemente. Os funcionários ouvidos pelo OJ, por seu turno, asseguram que os patins são lavados e postos ao sol. Mas admitem que isso só acontece nos períodos de férias.

A juntar aos eventuais problemas de saúde, os alunos argumentam que também sentem a sua integridade física em perigo. “Às vezes parece que as rodas se vão soltar ou que não existem travões nos patins”, contou, ao nosso jornal, um dos estudantes.

Questionado um professor com o intuito de obtermos também o ponto de vista de quem planeja e dá as aulas de Educação Física, a sua explicação foi elucidativa: “Os patins encontram-se em três estados diferentes. Uns são novos, outros têm necessidade de intervenção e há ainda aqueles que não oferecem qualquer tipo de condições.” 

Confrontado com o eventual perigo em que a utilização dos patins pode colocar os estudantes, a mesma fonte foi perentória: “Os patins usados nas aulas são os que se encontram em bom estado e o único risco que existe é na vertente pedagógica e na qualidade das aprendizagens.” 

Ainda segundo o docente ouvido pelo OJ, “os patins são frequentemente colocados a arejar”, mas que para melhorar as condições de higiene era importante que “os alunos cumprissem o pedido feito de usarem meias ‘de encher’ e que têm de trazer de casa”. O professor deixou claro que a escola devia investir em patins, sendo necessário no mínimo a existência de 21 pares, com diversificação de números de calçado, e uma aquisição anual de 3 a 5 pares de patins de rodas paralelas. 

“Mas estes não são os únicos equipamentos do Departamento de Educação Física em que se devia investir e muito menos uma das principais prioridades da escola em termos de investimentos futuros”, finalizou o professor.

João Pedro

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