Moradores exigem passadeira junto a paragem de autocarro

“Isto é um pandemónio. Os carros passam a grande velocidade e o perigo espreita a todo o instante.” As palavras são de Ana Henriques, proprietária do café “Canelas”, na Avenida Joaquim Luís, em Monte Abraão, e referem-se a inexistência de uma passadeira junto a uma paragem de autocarros que permita atravessar a rua em segurança. “Somos obrigados a pedir por favor aos automobilistas para nos deixarem atravessar a rua e de vez em quando lá há um que pára. Estamos fartos de pedir à Junta para resolverem este problema e nada”, diz a comerciante.

José Correia e Fernando Muge falam em insegurança

Fernando Muge, outro morador local, concretiza: “Esta é a única paragem no sentido descendente e é aqui que descem as crianças que frequentam duas escolas e dois infantários que existem do outro lado da rua. Volta e meio oiço as travagens bruscas da minha casa. É um milagre ainda não ter morrido aqui ninguém. Colocaram três passadeiras na avenida menos aquela que fazia aqui mais falta.”

Jogo do empurra

Pedro Brás, presidente da Junta de Freguesia, admite ter recebido vários pedidos para a colocação de uma passadeira na zona, mas argumenta que essa decisão tem de ser tomada pela própria Câmara, para onde o assunto já foi encaminhado. Segundo o nosso jornal apurou, a autarquia não tem programada a colocação de mais passadeiras na artéria.

“Dizem-nos que não colocam a passadeira porque do outro lado da rua não há prédios. É verdade, mas é por ali que as crianças seguem para as escolas. Andam a brincar com a segurança das pessoas, porque aquilo que aqui está em causa é apenas boa vontade dos responsáveis”, concluiu José Correia, de 62 anos, morador no prédio contíguo à paragem dos autocarros. 

Semáforos perigosos

Fregueses não concordam com semáforos na Avenida

Este morador explica também que outro problema são os semáforos colocados no cimo da avenida: “Estão mal sincronizados e a visibilidade é muito má. Todas as semanas há ali acidentes. É um verdadeiro maná para os donos das oficinas. Estava programada a construção de uma rotunda, mas optaram pelos semáforos e aquilo tem sido uma razia. Até carros capotados já ali vi.”

E José Correia conclui: “Esta avenida parece ser a ovelha ranhosa da freguesia. Fazem pouco e aquilo que fazem é mal feito. Enfim, é o país que temos…”

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