Futebol: “Os pontos são ganhos no campo”

“O Real Sport Clube, instituição desportiva que representa as freguesias de Massamá/Monte Abrão e de Queluz/Belas, tem contribuído para o desenvolvimento do desporto, quer a nível local, quer a nível nacional e internacional. Mas deve ser uma instituição pautada pela transparência. Tal como à mulher de César, não basta ser séria, também tem de parecer.”As palavras são de Paulo Lourenço, jornalista desportivo do Jornal de Notícias.

Júlio Costa, morador na Av. Aquilino Ribeiro, em Massamá, coloca o dedo na ferida: “A verdade é só uma. O Real tem muitas modalidades, mas a que tem mais mediatismo é o futebol. E nessa modalidade tem faturado milhões de euros e com resultados irrisórios. É uma instituição que tem recebido mais dinheiro do que muitos clubes da primeira divisão têm de orçamento para uma época. Para onde vão essas verbas?”

Uma resposta que “O Comércio de Massamá e Monte Abraão” gostaria de obter, entre muitas outras, junto da direção do Real Sport Clube. Infelizmente, apesar dos pedidos de entrevista já formulados, em 2018, ao presidente ou a quem o representasse através dos e-mails oficiais (geral@realsportclube.com e secretariafutebol@realsportclube.com), nunca foi sequer recebido um telefonema para o agendamento da dita entrevista. 

“Onde param os milhões do Maurício?”

Para esta época futebolística, o Real tinha o objetivo de regressar à II Liga. Esteve perto. Mas falhou. Ainda alegou que o Casa Pia, segundo classificado, deveria ser punido com uma falta de comparência e consequente perda dos três pontos num jogo contra o Olhanense.

O Real tentou ganhar na secretaria. Face à decisão desfavorável, reagiu em comunicado: “O princípio do superior interesse desportivo não deve servir de fundamento para decisões que ponham em causa a justiça e a verdade no desporto e em particular no futebol (…) Em abono da verdade, reafirmamos que a predisposição federativa devia ter sido de imediato a de contestar a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) de reverter os 6 pontos ao Casa Pia que, para além de não ser a decisão correta, pecou também por ser em cima do final da primeira fase do campeonato. O Real espera que a justiça seja reposta não só neste caso mas também quanto ao processo disciplinar sobre o jogo do Olhanense com o Casa Pia, em que esta equipa acaba por beneficiar de 3 pontos ao arrepio do artigo 68º do Regulamento de Disciplina sobre a falta de comparência.”

“Certo é que o Real perdeu em todas as instâncias até agora. E não é bonito querer subir na secretaria. Os seus dirigentes deveriam era ter vergonha e estar mais preocupados em explicar aos sócios para onde foram os quatro milhões de euros que receberam da transferência do Maurício para o Nápoles e que foi jogar para o Rio Ave na última época. Isso, sim, deveria ser a sua preocupação. Bem como onde e como foram investidos os milhões recebidos pelas sucessivas transferências do Nani. Mas o que interessa é tapar o sol com uma peneira e criticar quem ganhou os pontos no terreno. Não contem comigo para estes filmes. Os pontos ganham-se com verdade e no campo”, rematou António F., ex-sócio do Real Sport Clube.

Nota: O nosso jornal está disponível para dar a palavra aos dirigentes do Real Sport Clube quando estes aceitarem dar uma entrevista.

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