… E o melhor cozido mora em Massamá!

Chama-se Fernando Antunes e tem 59 anos. Aos 17 anos deixou Terras de Bouro, no Minho, e veio para Lisboa. Começou a lavar tachos no restaurante Bonjardim, em Lisboa, mas o seu suor e imenso trabalho permitiram-lhe ir subindo na vida. Hoje é dono do Restaurante a “Toca do Minhoto”, na Rua Dona Isabel de Aragão, em Massamá Norte, e é ali, que todos os domingos, é servido o melhor cozido à portuguesa da região. Entre muitas outras iguarias.

“Temos muitos pratos deliciosos, mas sem dúvida que o cozido à portuguesa é a nossa imagem de marca. Além de ser bastante bem servido, usamos carnes, verduras e enchidos de enorme qualidade. Servimos em quantidade, é verdade, mas sobretudo servimos com qualidade”, garante ao jornal “o Comércio de Massamá e Monte Abraão o proprietário de um espaço que se torna sempre pequeno quando chega à hora das refeições.

Fernando Antunes recorda que nos primeiros tempos foi difícil: “Fundei a Toca do Minhoto em 1988. Estava sozinho e os primeiros dois meses foram complicados. Mas depois começamos a crescer, sempre com o cozido à portuguesa como referência e também com o Bacalhau à Minhota. Fomos crescendo lentamente, mas hoje posso dizer que me sinto realizado.”

Sopa do Chefe

O ambiente na Toca do Minhoto apela ao rústico, mas sobressai o facto de a cozinha estar á vista dos clientes: “Não temos nada a esconder. Os clientes podem ver-nos a confeccionar os pratos. Além disso, também somos um dos poucos restaurantes onde se pode fumar. Para isso investimos fortemente no sistema de entrada e de extração de fumos. Alguns clientes reclamavam, mas quando perceberam que o ar está sempre limpo acabaram por aceitar bem a ideia.”

Além do cozido à portuguesa, há outro prato que faz as delícias dos clientes. Trata-se da “Sopa do Chefe”. “Tenho clientes que fazem dezenas de quilómetros para virem à sopa. É sempre à quarta-feira. Trata-se de uma sopa feita á base de hortaliça, feijão, massa e ervas aromáticas que é acompanhada com uma travessa de carnes que se usam no cozido à portuguesa. É feita pela nossa cozinheira, a D. Maria, portanto é mais sopa da chefe do que do chefe”, explica a sorrir Fernando Antunes.

Questionado se já pensou em expandir o seu negócio, nomeadamente com a abertura de outro restaurante, este empresário é frontal: “Cheguei a pensar nisso. Mas agora, com esta idade, vou ficar por aqui. Além disso, é extremamente complicado arranjar funcionários neste ramo. Assim que ouvem que têm de trabalhar ao sábado e domingo fogem logo como o diabo da cruz. A nossa aposta é manter e melhorar o nosso espaço, sempre com a satisfação dos nossos clientes como prioridade.”

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