Distribuidores de gás atacados em Monte Abraão

Os distribuidores de bilhas de gás têm estado a ser alvo de sucessivos assaltos na zona de Monte Abraão. A PSP tem conhecimento de alguns casos, mas adianta que não pode estar em todo o lado ao mesmo tempo. A situação atingiu um ponto que algumas das empresas que prestam este serviço já recusam fazer entregas quando escurece. Outro problema na zona prende-se com os motociclistas que fazem distribuição de bens alimentares e que têm visto as suas motas serem furtadas quando estacionam na via pública e entram nos prédios para fazer as entregas.

“A insegurança é imensa na freguesia, mas sobretudo em algumas artérias de Monte Abraão. Há zonas onde temos de sair por onde se entra e já fomos atacados várias vezes. Segundo percebemos, são grupos de indivíduos que nem são da zona, mas que se postam ali e ficam à nossa espera. Sabem que as pessoas, por norma, nos pagam em dinheiro e somos alvos fáceis”, contou ao Comércio de Massamá e Monte Abraão a gerente de uma empresa que distribui gás nos concelhos de Sintra, Oeiras e Amadora. 

Face ao perigo, a solução, conforme explicou a mesma comerciante, foi suspender as entregas: “Temos imensa pena das pessoas que nos ligam a pedir gás, mas em algumas das ruas recusamos fazer serviço a partir das 20h00 e só retomamos a distribuição de manhã. É mau para todos. Para as pessoas porque precisam e para nós que deixamos de vender. Mas não temos alternativa.” 

Entre aas artérias mais perigosas estão, segundo o nosso jornal apurou, as pracetas Leonor Afonso, Guerra Junqueiro, Henrique Pousão e Pedro Alexandrino, bem como as ruas Pêro Longo e Cristino da Silva.

Sem motas

O furto de motas tem afetado os distribuidores de bens alimentares ao domicílio

José Nunes, distribuidor de uma empresa de bens alimentares, fala noutro problema: “Temos sido alvo de roubos de motas. Quase todas as semanas é roubada pelo menos uma na área de Sintra e, nomeadamente, em Monte Abraão. 

A forma como tudo se processa demostra, segundo este distribuidor, uma grande organização. “É tudo feito em poucos minutos. Ficam à espera que os distribuidores entrem nos prédios para fazer as entregas e levam-lhe a mota. Quando o distribuidor regressa do serviço já não vê ninguém. Nem a mota, claro. Temos feito participações às autoridades as motas são dadas para apreensão, mas até agora não apareceu nenhuma. Devem ser levadas para um sítio qualquer, desmontadas e as peças vendidas. E de nada adianta colocar correntes, porque levam-nas na mesma.”

Thais de Jesus, moradora na Praceta Guerra Junqueiro há sete meses, diz que não se apercebeu de qualquer assalto a distribuidores de gás. Mas fala de outro tipo de furtos: “Quando cheguei coloquei duas toalhas no estendal e quando as fui apanhar só encontrei o lugar. Já sei que esse tipo de furto é muito comum aqui na zona e agora tenho mais cuidado com a roupa. Tento colocar no estendal apenas quando estou em casa e posso ir vigiando.”

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