Defesa contra predadores sexuais

O perigo espreita a cada esquina. A população estudantil, pela sua juventude, é particularmente vulnerável. São por demais conhecidas situações de assédio sexual, provocações na via pública, perseguições e até mesmo agressões graves. A Oficina de Jornalismo foi falar com Raúl Vasconcelos, agente da esquadra da PSP de Massamá, que nos deu a conhecer várias medidas de precaução que devemos adotar:

Oficina de Jornalismo – O que devemos fazer quando nos sentimos assediados no âmbito escolar?

Raúl Vasconcelos – Primeiramente, terão sempre de reportar a situação à direção da escola e aí a direção é que toma a iniciativa de contactar a PSP. Caso seja alguém fora da escola já nos podem contactar, pois nesses casos temos liberdade de ação em termos de competência para intervenção direta.

As crianças normalmente têm medo de falar. Como é que elas devem agir nessa situação?

Como devem imaginar, aqui na PSP não temos uma bola de cristal para adivinhar, portanto é necessário a criança ou jovem vir reportar o que aconteceu. Caso isso aconteça, a primeira coisa que fazemos é tentar perceber se podemos confiar nos progenitores. Quando tomamos conhecimento do que aconteceu, temos obrigatoriamente de avisar os tribunais.

Se uma pessoa estiver a andar na rua e sentir que está a ser assediada o que deve fazer?

Tem de tomar medidas de precaução. Primeiro nunca deve ir diretamente para casa mas sim voltar para a escola ou ir para o café mais próximo e pedir para ligar à PSP. Caso não estejam perto da escola ou de algum estabelecimento público devem gritar e pedir ajuda. Isso não só assusta o agressor, como motivará a intervenção de alguém que esteja a passar na zona.

Madalena Nogueira

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