Cães vivem acorrentados em ruínas de um prédio

É uma verdadeira vida de cão. Acorrentados dia e noite. E sem ordem de soltura porque podem matar as galinhas do dono. A situação regista-se na Rua Helena de Aragão, que liga Tercena à Urbanização Pimenta e Rendeiro, em Massamá (zona sul da estação da CP), onde um edifício em ruínas, ladeado por hortas, abriga pelo menos seis cães que vivem em condições degradantes.

Ecílio Félix, um dos donos

Os animais estão numa espécie de corredor, amarrados com correntes e, segundo o próprio proprietário, Ecílio Félix, de 62 anos, admitiu ao Comércio de Massamá e Monte Abraão, não são soltos: “Não os posso soltar, porque se o faço eles matam as galinhas e os coelhos que tenho aqui no terreno. Mas posso garantir que aqui ninguém entra porque eles metem respeito.”

O edifício em causa e os terrenos adjacentes pertencem a 12 irmãos de uma família que ali se instalou há mais de 100 anos. Questionado se têm ideia de recuperar o edifício em ruínas, Ecílio explica. “Não temos nenhuma ideia. Dizem que vão construir aqui uma estrada e uma ponte, mas connosco nunca ninguém falou. Enquanto isso, criamos aqui animais e temos hortas que garantem a nossa subsistência.”

Apesar de viverem amarrados 24 sobre 24 horas, os animais foram recentemente vacinados e Ecílio assegura que são bem tratados: “Veio cá a Polícia e queriam multar-me em mais de dois mil euros porque os bichos não estavam registados e não tinham vacinas. Agora está tudo em ordem. Tirando o facto de não os poder soltar, eles são bem alimentados e bem tratados.”

Com os cães devidamente legalizados, as autoridades não podem fazer muito mais. Até porque os “presos” se encontram em terrenos privados. Onde deverão continuar até ao fim das suas vidas. Uma verdadeira vida de cão, com tudo o que a expressão tem de horrível… 

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